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Opala Gran Luxo 1972

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Graduado

Um Opala destes não é para qualquer um, o modelo Gran Luxo exige um pouco mais do que paixão

Quem gosta e tem Opala sabe bem como é, nunca está satisfeito em ter apenas um. Sei lá, é como se o modelo que a gente tem se sentisse sozinho ou se sentisse mal em dividir a garagem com algum outro carro mais moderno e precisasse de uma companhia com a mesma personalidade.

Todo mundo que tem um modelo Standard, quer ter um Comodoro, depois um SS, um Diplomata e por aí vai. Só depois de passar por essas experiências você estará apto ter um Gran Luxo. Para ser proprietário de um como este da matéria, o cara tem que ser graduado, tem que ter pedigree. Não é simplesmente querer ter um Gran Luxo. Andar com um destes por aí, é como ter o 10º dan na faixa preta do Caratê.

Este modelo 1972, pertence ao piloto Gil Trovo de Arapongas/PR. E como manda a regra, Trovo possui outro Opala, inclusive foi capa na edição #22 na lendária capa da noiva, o Opala é um Comodoro 79 que compete na STT, carro impecável, um dos mais bonitos do grid.

Voltando ao Gran Luxo, o que parecia estar perfeito, ganhou vida nova com um seis cilindros aspirado. O novo motor foi montado pela Dragster Motorsport de Londrina/PR, que se aventuraram no antigo e carburado seizão. A equipe é tradicional na Arrancada Nacional, e são conhecidas pelo seus carros na categoria Turbo-B, um dos seus pilotos foi o primeiro a entrar nos 6 segundos de pneu radial. A missão de montar o Opala aspirado se tornou mais delicada quando optaram por utilizar gasolina como combustível.

O acerto destes motores não tem muito segredo, são mais estáveis principalmente em relação aos motores a álcool, que variam bastante a temperatura na admissão, necessitando de mais ou menos combustível tornando o acerto fino mais complicado. Com isso, em relação á funcionamento e dirigibilidade, na gasolina é possível ter um carro mais civilizado, mas não é possível explorar muito a performance.

Segundo os irmãos Adriano e Fernando Prado, os preparadores, neste projeto foi possível unir as duas coisas, dirigibilidade e performance. O motor não abusa da taxa, foi montado com 10:1. O acerto em si foi montado todo pensado na sonda, pois se tiver com a mistura muito rica, perde-se muita potência e se for muito pobre, compromete a vida útil do motor, é um legítimo carro de rua.

O motor foi montado com o kit felicidade do Opala. Pistões e bielas são originais, bomba de óleo Meeling de alto volume e o vira é do 4100 original. O cabeçote foi trabalhado pela Benato Racing e recebeu válvulas de inox de 1,94” na admissão por 1,60” no escape, os balanceiros são roletados Crane e molas Iskenderian. O comando que toca a orquestra é um Isky 278×278.

O mapa de ignição foi montado todo em uma FT400. Na receita foi utilizado um distribuidor com sensor Hall, uma bobina Mallory e um MSD 6AL. O ponto máximo de ignição ficou em 36º.

Na admissão, três carburadores  de corpo duplo Weber com 44mm IDF em coletores de admissão Drago. No escape um 6×2 Shalom feito a mão com dois abafadores garantem o silêncio e a paz da vizinhaça.

Na transmissão, um câmbio Clark 260-F vulgo câmbio de Dodge, com engrenagens Recuperg Competições, embreagem Displatec e diferencial Dana 44.

Ter um Gran Luxo destes e com um motor no jeito, é poder bater no peito e se sentir o cara. O carro é lendário, um dos modelos mais bonitos de Opala. Sua riqueza em detalhes o torna único e mantém viva uma parte da história que poucos tiveram oportunidade de conhecer.

Que a paixão por esses carros nunca acabem e que mais exemplares caiam em mãos como as do Gil que reescrevem a história e dão sequencia a infinita busca da perfeição!

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