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Opala Comodoro 75

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COMODORO 75

Desde 2001 a bordo do todo poderoso seizão

Fotos: Ketlen Krug – Texto: Sidney Filho

 

Nós somos movidos à paixão, passamos por cima de tudo para poder estar sempre perto daquilo que nos faz bem, daquilo que amamos de verdade. É assim também com nossos carros, mesmo sabendo das manutenções, horas na oficina e cuidados especiais, não abrimos mão. A espera por uma peça ou aquela pane geral que o carro dá no meio da avenida movimentada, tudo isso faz valer a pena quando ouvimos o escape pipocando novamente.

Este Comodoro 75, foi o primeiro carro de Sandro Corneli ao completar 18 anos em 2001. Contrariando a lógica onde seus amigos preferiam carros mais novos e econômicos, Corneli abraçou o Opala que por longos anos, foi o carro do dia a dia deste feliz cidadão que trafegava pelas ruas de Cachoeirinha, interior do Rio Grande do Sul.

Ao longo destes 14 anos, cuidados não faltaram, nota-se pelo perfeito estado de conservação dentro e fora do coupe Chevrolet. Em 2013, já um pouco cansado, o seis cilindros foi encostado na oficina de Rodrigo Fernandes para reparos no motor, já que foram longos anos de muito trabalho. Era a oportunidade que faltava para que o então motor original, desse lugar a um preparado, com direito a aumento de cilindrada e tudo mais.

A receita foi devidamente projetada para rua, e para uso de gasolina Podium. As vantagens em relação ao álcool é que o funcionamento do carro fica mais constante, mesmo que há alguns dias sem funcionar, o carro pega com facilidade e a Podium possibilita usar um pouco mais de taxa de compressão que a gasolina comum.

Para a nova configuração, o motor foi retificado e montado com bielas originais e os pistões são os 4” vindos do motor 151 do Opala quatro cilindros a álcool. O cabeçote foi trabalhado pela No Limits de Novo Hamburgo/RS e foi entregue com 156CFM, no trabalho o cabeçote recebeu Lump Ports, equalização dos dutos e válvulas em Inox com 1,94” na admissão e 1,60” no escape. O comando que orquestra o conjunto é um Crower com 282×287 e 107º de lobe center e 13.8mm de levante. Balanceiros, pratos e molas também são Crower e a travas Lunati.

Na admissão Engine, um carburador quadrijet Holley 650CFM com o segundo estágio mecânico. Trabalhar com um carburador destes, para um carro de rua é só vantagem. O acerto fica muito mais fino e preciso se comparar com três Webers. Com três carburadores, são muitos detalhes a serem analisados separadamente, carburador por carburador. No escape, um coletor General Escapamentos com 44,5mm de diâmetro.

Para queimar a mistura, o Opala usa um módulo de ignição MSD 6AL, bobina Blaster 3, o distribuidor é original.

A transmissão foi reforçada com um câmbio Clark 260-F e o diferencial usado é um Dana 44. A embreagem escolhida é uma Maxi Forte de 6 pastilhas, suficiente para agarrar os 300cv gerados pelo motor aspirado.

Este motor vem sendo usado desde 2013 sem nenhuma dor de cabeça, é virar a chave e acelerar o todo poderoso. O carro brinca frequentemente nos rachas de sexta-feira em Tarumã. Com pneus slicks já cruzou os 201m em 8s733 e de radial 9s002.

O tempo de pista é animador, comparando investimento, manutenção e durabilidade. É um projeto no limite do entusiasta. O carro funciona perfeito, é usado tranquilamente nas ruas e agressivo na pista. Uma ótima escolha para quem quer mais do que velocidade, que irá curtir também a nostalgia de estar a bordo de um clássico dos anos 70.

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