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Cornetas de Admissão

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Cornetas de admissão: Será que pode qualquer uma?

Muito tem se falado das cornetas de admissão, mas pouco se sabe sobre sua verdadeira função e relações geométricas entre o comprimento e o diâmetro.  Geralmente lhe é atribuída o seu desempenho ao comprimento, quando se faz necessário adequar a faixa de torque em algumas faixas de rotações especificas ou estratégicas no projeto.

Mas pouco se conhece das relações geométricas que lhe são próprias e que a definem como um componente fundamental, além de ornar o visual, dando uma beleza e um tom mais agressivo.

A necessidade da corneta especificamente vem da necessidade de direcionar o ar da melhor forma possível para dentro do duto, minimizando as perdas típicas pela característica mecânica que o ar possui.

Então vale a pena lembrar que o Dom Isaac Newton se dedicou a estudar com bastante profundidade, o ar e a água e que hoje na mecânica como fluidos newtonianos.

Esta personagem do século passado, descobriu que estes fluidos e especificamente o ar, se movimenta em camadas uma superposta da outra deslizando entre si, e aquelas mais próximas ou em contato com a parede do recipiente que a contém, chegam a ter uma velocidade igual a zero. Quer dizer que as camadas perto da superfície de contato não se movimentam, e se elas têm uma espessura, podemos definir que existem finalmente dois diâmetros, o primeiro é conhecido, pois trata-se do próprio conduto. O segundo, passível de calcula-lo e se conhece como diâmetro real que sempre é menor.

fig1

 

 

 

Na figura 1 podemos apreciar que isto se faz mais evidente quando o ar é puxado de um meio de volume infinito para um recipiente de dimensões determinadas e conhecidas. O Ar se desloca “tangenciando” sempre a superfície que lhe impõe a trajetória, daqui é que nasce a necessidade de um componente que “dirija” o ar nesse processo todo.

Existem duas arquiteturas contrutivas de perfil de cornetas, A do tipo Eliptica e a do tipo Aerofoil. Ambas atendem exclusivamente a projetos bem diferentes, conforme a necessidade de velocidade e vazão.fig2

O perfil Aerofólio é mais proximo de um cone, o perfil Eliptico, é proprio da forma da elipse.

Ambos perfis, podem ser calculados e simulados via CAD, o que permite saber de antemão o resultado que poderão trazer ao projeto.

O perfil Eliptico, é o mais usado na contrução das cornetas tanto em carburadores, quanto em corpos de injeção,  e  como regra básica  se estima que o diâmetro do lábio externo da corneta, deve ser pelo menos o dobro do diâmetro da garganta.

fig3

Concluimos que a corneta serve para aproximar o diâmetro real do fluido em questão com o diâmetro geométrico do duto em questão, desta forma, as perdas são menores, e ainda com a mesma velocidade o ar copia com maior exatidão a forma do duto, conseguindo assim um maior volume de ar, finalmente melhorando o em até 4% o que se conhece como coeficiente de descarga, que é a relação entre o fluxo teorico e o fluxo real.

Quando formos escolher as cornetas para o nosso projeto, seria interessante solicitar para o especialista um cálculo das mesmas assim poderemos estar seguros que este componente ajudará a trazer o resultado esperado.

 

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