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Chevette Street Turbo

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No stress

Com este DL 93 é só abastecer e andar, de preferência bem rápido…

Por: Sidney Filho

Foi-se o tempo em que carro preparado era sinônimo de dor de cabeça, passar mais tempo parado na oficina do que com o dono, sem contar aquela chateação do carro desregular, não pegar no frio e aquele cheiro de álcool que impregnava no cabelo da namorada.

Hoje em dia, se bem projetado, um carro turbo pode ser um fiel parceiro para uma história com final feliz. É o que tem feito Marcelo Bastos, da Automec Preparações, de Formosa/GO, que tem exportado carros preparados, em especial Chevettes turbo, para todo o Brasil.

O Chevette da vez é um DL 1993, zero como se tivesse acabado de sair de fábrica, aquele carro que você olha e já imagina um ronco grave e abafado de um carro turbo, combinação perfeita.

Com um motor original resistente, o pequeno 1.6S opera milagres, principalmente suas bielas, que originais de fábrica, aguentam bastante pressão, bem convidativo a receber um upgrade e render generosos cavalos a mais. Segundo experientes preparadores essas bielas suportam 2,0bar com a mão nas costas, é claro que em um motor saudável e bem alimentado.

O bloco do motor deste carro passou por um retrabalho nos dutos de lubrificação e diâmetro dos cilindros aumentado de 82 para 83mm com pistões AFP. As bielas permaneceram originais, assim como o virabrequim e demais componentes da parte debaixo, inclusive parafusos e mancais. No cabeçote, apenas molas duplas e a nova taxa de compressão que agora é de 10:1 no álcool.

O ponto mais positivo neste carro foi a adoção da injeção eletrônica para a alimentação do motor. O módulo gerenciador é um Pandoo Fuelinject, que controla quatro bicos de 60lbs/h e ignição por distribuidor com sensor hall e bobina três fios do AP Mi. O coletor de admissão foi herdado do Vectra 8V e adaptado para o cabeçote do motor OHC do Chevette, o corpo de borboleta é original do coletor com 52mm de diâmetro. Mantendo a linha de combustível, foi usado uma bomba do Gol GTi.

Com comando original, dutos originais e um equilibrado motor, a regulagem e acerto ficam muito superiores, se comparado ao original carburado. O carro possui respostas rápidas para qualquer situação. Inclusive quando intimado a acelerar de pra valer. Marcha após marcha, os 200km/h é alcançado sem muito esforço.

Transmissão e suspensão permanece original, nem rebaixado o carro foi, mantém aquela pose empinada que todo Chevette tem. A embreagem recebeu apenas disco de cerâmica para não patinar.

 

O kit turbo é básico, destes de prateleira com um turbo APL 240 empurrando 1,0bar, pressão que aparece logo em baixas rotações na medida exata para esta aplicação.

Marcelo Bastos, o preparador enfatiza: “Não existem milagres, o projeto deve ser executado com atenção e peças de qualidade para alcançar o desejado, assim não existe desgaste mecânico, nem psicológico por parte do proprietário.”

Com este acerto e configuração, o carro possui 180cv na roda. Pouco mais de 200cv no motor, praticamente o triplo do original de fábrica, com mais durabilidade e dirigibilidade. Projeto para curtir, sem riscos, sem danos, sem stress!

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