Início CARROS DE RUA 2 Weber – DCOE 45mm

2 Weber – DCOE 45mm

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De volta para o passado

Ao longo de todos estes anos aqui na RACEMASTER, mais do que carros, peças e equipamentos, sempre gostamos de destacar as emoções envolvidas em torno de um carro, de um recorde ou de um momento histórico.

Por mais simples ou complexo, que seja o projeto, é aquilo que representa algo de relevante na vida do proprietário da máquina. O cara trabalha, estuda, come e dorme pensando no seu carro e a euforia é grande até dar a próxima partida.

O carro é um Gol 1990 e pertence ao Luiz Guilherme Biasson. LG como é mais conhecido, salvou a alma deste bólido, dos encontros de carro rebaixado, e deu um novo sentido a este exemplar Volkswagen.

Com o exemplo dentro de casa, a paixão de LG é por motores aspirados! Ele é filho da Luiz Biasson, piloto de Arrancada do Gol da Dianteira Super #75, preparado pela Papke Motorsport. Responsável também pela montagem deste projeto.

Passando a paixão pelos preparados, de pai para filho, este carro hoje roda com muitas peças herdadas do Gol de pista do pai. Um projeto que uniu pai e filho, sem falar no preparador Rômulo Papke, que é quem bota pilha pro negócio ficar ainda mais animado.

Aliás, o Sr. Papke, foi quem me apresentou o carro de verdade. Cheguei à oficina, como costumeiramente, mochila nas costas, tripés nas mãos, papo vai, papo vem. Até surgir a brilhante ideia em dar uma volta com o carro. “Vamos, você também vai tocar o carro, é um carrinho legal”. Disse o preparador.

Normalmente andamos com os carros, mas na maioria das vezes de carona, uma esticada ou outra. Com os devidos cuidados, mas sem muita emoção. Mas aí que me lembrei de quem estava convidando. Já tive oportunidade em trabalhar com Rômulo em uma oficina na cidade e algumas vezes tive o desprazer de andar com muita emoção na garupa da sua antiga Honda Biz 100cc no início dos anos 2000.

Bem, mas ai já era tarde demais!

Com tanta tecnologia hoje em dia, às vezes passa em branco a emoção de pilotar um carro carburado como este, sem controle eletrônico. Apenas com uma FT RacePro1Fi para controlar o ponto, e nada mais! Nem controle de consciência o preparador ainda desenvolveu nestes anos.

Entre uma rua deserta e outra, aquele par de Weber DCOE 45mm pareciam querer engolir o mundo inteiro. O câmbio Sapinho de 1ª a 4ª com engate rápido, deixava a paisagem em volta ainda mais riscada, o urro do 4×1 em inox não permitindo ouvir nada além do motor 2.0L girando alto, e eu não querendo mais estar ali, agradecendo a gentileza e um pouco arrependido em ter aceito o convite.

Vai e vem, sobe e desce, acelera, freia, faz curva. Aquilo parecia não ter fim e não sei vocês… Mas eu não me dou muito bem andando de carona, saca? É uma mistura de pavor, medo e vergonha de pedir para parar. Não sei se o silêncio ali no momento empolgou o preparador, que o cara não parava de acelerar, foram 20 / 30 minutos. Quando o cidadão resolveu parar, encostou o carro no meio do nada, eu já não sabia mais onde tava, e falou: “Vai agora é a sua vez!”

O carro tem muito torque, o coletor de admissão longo modelo Ghryd, faz o seu papel, já entrega bem o que promete: torque. O comando Carlini, não foi divulgado, mas passa dos 300 graus, e também já traz força de baixa no motor de bloco baixo e pistões de 84,5mm.

Lá vou eu na pilotagem, com a adrenalina lá no alto, com toda minha destreza em aspirado, patino a primeira inteira, dou uma aliviada no pé, e enfio de novo, continua patinando, troco de marcha, a velocidade aumenta, mas ainda continua patinando até que estico uma terceirinha e prefiro abortar a missão, fui fraco. Hehehehe

Olha, já acelerei alguns carros muuuuuito legais, aqueles Si da Rev It Up, tive a grata satisfação de acelerar quase todos os mais fortes que eles fizeram, mas este Gol foi uma mistura de medo, falta de controle e sei lá o que mais. Mas o mais bacana de tudo foi estar de novo com aquela sensação de ver o carro de um filho entusiasta, seguindo os passos do pai, com um preparador que alimenta do mesmo entusiasmo, e que também pensa além dos números em dinamômetro e pista, pensa também no que aquele momento acelerando vai representar principalmente para aquele que estará sentado no banco do motorista.

Projeto Old School, que mantém viva a paixão pelo automobilismo, pela preparação clássica de raiz!

 

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