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PÓDIUM!

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300cv na gasolina,
é patada na base da alta octanagem

Texto e foto: Sidney Filho

Ter um carro preparado não é uma das tarefas mais fáceis, a indecisão e indefinição se desenvolvem em nosso subconsciente de forma constante e perturbadora, até escolher o caminho a seguir vão muitas noites em claro, sonhando acordado muito provavelmente dentro do carro.

Quando o assunto é Opala, esse sentimento parece aflorar ainda mais, monta turbo ou aspirado, restaura ou mantém original e lá se vão anos e anos. Neste carro não foi diferente, para este Gran Luxo 1974 chegar como está hoje, foram longos 8 anos e muitas ideias no caminho.

O carro pertence a Cristiano Boff, de Caxias do Sul/RS e o projeto foi executado pela S-Tech Performance, também da mesma cidade. O carro foi concebido para ser um pouco diferente do convencional, onde a tripla carburação é predominante.

Cristiano optou por um motor a gasolina, um dos fatores determinantes foi a posição geográfica onde o carro a álcool daria um pouco mais de trabalho e o mais importante, o carro receberá em breve altas dosagens de óxido nitroso. Com menos taxa de compressão e uma gasolina boa, o gás do riso cairia como uma luva para o “torcudo” seis cilindros.

Para suportar cavalarias acima dos 500cv (motor + nitro), a S-Tech Performance desenvolveu um motor robusto, tudo que um aspirado de pista usa, este opala também usa. Os pistões são Iasa, cabeça plana 0,60, biela Scat de 6” e virabrequim original. Uma bomba de óleo de alto volume Melling lubrifica o motor e os parafusos de mancal foram substituídos por prisioneiros ARP.

O cabeçote foi inteiro trabalho pela preparadora e trabalha com 10:1 de taxa de compressão, limite máximo para que não haja combustão espontânea dentro dos cilindros. As válvulas são Malney Race Flow em inox nas medidas 1,94” na admissão e 1,60” no escape. Balanceiros roletados Crane Aluminium 1.7, varetas, molas, tuchos e Comando Comp Cams, o comando é o 28B/6 com 280×284 de duração.

Na alimentação, uma Holley 650cfm é quem dá vida ao motor. Este carburador foi escolhido, pois como o carro foi projetado para andar com nitro, um kit de um bico seria suficiente, facilitando o acerto, minimizando as chances de futuras dores de cabeça. Além de ser um carburador que permite um ajuste fino, garantindo dirigibilidade mesmo em um motor preparado. O coletor de escape 6×2 foi feito pena AN Surdinas com escapamento até o final com 2 e ¼”. Uma bomba de combustível Holley é suficiente para manter a linha que é regulada por um dosador também Holley.

Para a queima, a ignição trabalha com um distribuidor Mallory Unilite, Bobina Mallory e módulo Summit, as velas são Iridium com conectadas por cabos de vela MSD.

Na transmissão, um câmbio Recuperg Clark 260-F, embreagem Embremax com disco de cerâmica e diferencial Dana 44 (3,90). A suspensão dianteira e traseira foram mantidas originais para continuar com o conforto característico que só um Opala pode proporcionar.

As rodas foram pintadas porém são do modelo do 1975, popularmente conhecidas como repolho. A nova cor deu uma combinação perfeita com o carro Amarelo Gran Prix. Os pneus são Coopercobra medidas 215/60 R14 na dianteira e 235 60R15 na traseira.

O projeto é um pouco diferente do convencional, talvez isso o torne mais interessante, a mistura da gasolina Pódium com o óxido nitroso deve ficar animal, em breve teremos cena dos próximos capítulos. Com essa configuração, mais 200cv de nitro já deixa muito turbo comendo poeira, é aliar o torque do seis cilindros com a potência instantânea do NO2.

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